Um santo remédio para emagrecer

 

Preciso de um remédio para emagrecer porque não consigo fazer isso sozinho (a)!

Quem nunca, né? Assim como eu, grande parte das pessoas que busca formas para emagrecer já tentou algum medicamento que pudesse dar uma ajudinha na perda de peso. Nos primeiros dias do uso do medicamento, a gente sente uma coisa estranha, como se os passos não tocassem o chão. É esquisito. Mas, o ponteiro da balança começa a ceder e a gente se acostuma. No entanto, geralmente o estado emocional de quem usa moderadores de apetite começa a despencar junto com a balança.  Conciliar a alegria do emagrecimento com um estado emocional tão frágil passa a ser um contrassenso.

Mau humor engorda

 

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O perigo é quando se suspende o medicamento para emagrecer. Aí o mau humor se instala.  A gente sabe que não é uma atitude inteligente devorar uma torta de chocolate, mas, está tão pra baixo que acaba se convencendo de que “merece essa compensação”.

Pois então. Como você já deve ter percebido, o humor afeta nosso apetite e nossa vontade de comer.  Muitas vezes, as pessoas comem por, simplesmente, estarem deprimidas ou mal-humoradas.

No entanto, o inverso também é verdadeiro. Nossa alimentação afeta diretamente nosso humor. Ela pode nos encher de energia para trabalhar ou nos preparar para relaxar e dormir. Vai de sabermos usá-la a nosso favor.

 

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Nosso humor é afetado pela alimentação

Dependendo do alimento que ingerimos, podemos reforçar os estados de humor descompensado (depressão, irritabilidade, ansiedade).  Por sua vez, tais estados negativos vão nos fazer exagerar no consumo de alimentos que, num primeiro momento, elevam nossa sensação de bem-estar. Mas, isso passa rapidinho. O que vem a seguir é desânimo, letargia e mais mau humor.

Isso se dá pela ação dos neurotransmissores – substâncias químicas que agem no cérebro processando e transmitindo informações.  É preciso prestar atenção para ver se não é a nossa alimentação que está nos causando estes estados de humor negativos, ou que esteja nos impedindo de nos sentirmos tão bem quanto gostaríamos. Sabendo como a alimentação afeta seu cérebro é possível controlar os níveis de substâncias químicas que controlam seu humor.

Como os alimentos agem no cérebro

Você já percebeu que quando ingere muito carboidrato no almoço, em pouco tempo começa a se sentir sonolento (a), preguiçoso (a) ou cansado (a)? Isso acontece porque uma refeição rica em carboidratos simples eleva rapidamente os níveis de insulina. O aumento de insulina faz com que um aminoácido chamado triptofano alcance o cérebro.  Uma vez lá, ele é usado para a fabricação de serotonina, que é a substância do relaxamento e do bem-estar.  Se o dito cujo estiver em desequilíbrio, veja o que acontecerá com você:

Baixo nível de triptofano = baixa produção de serotonina = nenhuma sensação de bem-estar, o que leva ao mau humor e ao estado depressivo;

Alto nível de triptofano = alta produção de serotonina = sensação de bem-estar exagerada, que produz sonolência e letargia.

Portanto, a primeira coisa que se deve entender é que o triptofano deve estar em equilíbrio para não estimular a produção demasiada ou insuficiente de serotonina.

 

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O remédio para emagrecer está no equilíbrio químico do cérebro

Veja que não estou usando o termo equilíbrio no sentido conotativo. É equilíbrio no sentido literal mesmo. Veja por que:

Como o triptofano é estimulado pela insulina, retirar os carboidratos simples da dieta pode resolver o problema do excesso dela, e, portanto, da sonolência e letargia pós almoço.

Para evitar o mau humor e estado depressivo causados pela falta de triptofano, deve-se lançar mão de outros alimentos.

Proteínas: As proteínas desencadeiam a produção de dopamina e noradrenalina, que são substâncias químicas do cérebro que têm o papel de mantê-lo alerta e fazê-lo se sentir bem. Como a proteína não estimula a produção de insulina, o triptofano se mantém baixo, e portanto, mesmo se somando às substâncias químicas produzidas pelo consumo de proteínas, não chegará a um nível que comprometa sua energia.

Vegetais: Os vegetais contêm carboidratos de baixo índice glicêmico, o que significa que não produzem picos de insulina.  Portanto, eles estimulam o triptofano na medida certa. Por isso, são uma excelente escolha para a hora do almoço em dias em que você precisa se manter alerta, focado e positivo.

Quanta proteína tem sua dieta?

Se você sente muito desejo por carboidratos, é possível que sua dieta esteja carente de proteína. A proteína, como já vimos, também estimula a produção de noradrenalina e dopamina, que, se em níveis muito baixos podem causar estados de mau humor e depressão. E, como você já deve saber – por experiência própria – tais estados nos fazem “desejar” doces, massas, bolos, etc.

Juntando-se a tudo isso, tem a questão da vitamina B6, presente nas proteínas e também necessária para a produção e liberação de serotonina, dopamina em níveis adequados.  Portanto, a proteína equilibra a produção das substâncias químicas que causam bem-estar, e isso manda embora nossa vontade desesperada por “alguma coisa doce”.

 

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Quanta gordura tem sua dieta?

Níveis elevados de gordura no sangue (triglicérides) estão associados à depressão, agressão e hostilidade.  Mas, os chamados ácidos graxos ômega 3 previnem a elevação de triglicérides no sangue, e, portanto, contribuem para a diminuição da depressão, da ansiedade e dos distúrbios bipolares.   Esses ácidos graxos são as gorduras saudáveis. São encontradas em peixes gordos, óleo de linhaça, nozes. Óleo de coco, abacate, azeite de oliva, castanhas e sementes também são fontes ricas dessa gordura.

Não bastassem esses benefícios, as gorduras aumentam a saciedade, reduzem o desejo pelos açúcares e consequentemente, o consumo de carboidratos.  Uma dieta muito pobre em gorduras, pode, portanto, desencadear ansiedade e fazer você comer em demasia.  Por isso, inclua gorduras saudáveis em suas refeições.

Como escolher os carboidratos certos?

Amidos e doces, por estimularem a produção de insulina, podem, realmente, alterar o equilíbrio neuroquímico do cérebro. Por sua vez, os vegetais folhosos, que contêm ácido fólico, e pouco carboidrato, ajudam a equilibrar a produção de serotonina.  Por isso, para suprir sua necessidade de carboidratos dê preferência aos complexos, principalmente os vegetais.

 

Resumindo:

Se sua dieta é rica em carboidratos simples ou pobre em proteína e gordura, é possível que você esteja se sentindo desanimado (a) e sem energia. Por isso, tente essas substituições:

  1. Coma proteína magra durante todo o dia (peixes, camarões, ovos, frango)
  2. Evite almoço com alimentos ricos em amido e carboidratos simples;
  3. Inclua vegetais folhosos em abundância ao longo do dia;
  4. Dê preferência aos carboidratos complexos (quinoa, lentilhas, nabos, etc.);
  5. Inclua gorduras saudáveis em todas as refeições.

Seguindo estas orientações seu humor vai melhorar e seus níveis de energia vão se estabilizar. Diminuindo o seu desânimo e mau humor, a tendência é que você não sinta os desejos incontroláveis por tortas de chocolate e similares. E, portanto, você não vai precisar se submeter aos remédios para emagrecer. Seu cérebro vai ficar bem nutrido, seu corpo vai emagrecer e você vai ficar feliz de verdade. Sem nenhum contrassenso.

Para aprender tudo sobre uma alimentação saudável, que reduz o seu peso e não o seu bom humor, clique aqui.

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